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quarta-feira, 8 de julho de 2009

Umbria Jazz 2009 celebra música sem crise


Começa na sexta-feira, 10 de julho, um dos festivais de jazz mais badalados e variados do mundo, o Umbria Jazz, em Perugia.

Só para assistir às performances de nomes como Burt Bacharach, Steely Dan e Paolo Conte já valeria a pena uma viagem à bela região central da Itália. Mas não apenas: o turista poderá curtir diversos espetáculos gratuitamente em áreas abertas, como o pop do oitentista Simply Red e a homenagem de George Benson a Nat King Cole.

O blues ficará por conta de ninguém menos que B.B. King, Maceo Parker e Solomon Burke. Serão 220 shows e 500 músicos de todo o mundo tocando até 19 de julho, em nove palcos distribuídos em arenas, praças, restaurantes e teatros.

Chick Corea e Stefano Bollani vão apresentar um dueto inédito ao piano. Outros "ortodoxos" do jazz em cartaz são McCoy Tyner e Bill Frisell, o trio de Roy Haynes, Richard Galliano, Ahmad Jamal e o vibrafonista Joe Locke.

Segundo o jornal toscano La Nazione, o guitarrista John Scofield vai homenagear um dos berços do jazz nos Estados Unidos, New Orleans. A seção italiana oferecerá nomes conhecidos: Enrico Rava - que tocou em São Paulo no final de 2008 -, Enrico Pieranunzi, Roberto Gatto, Gianluca Petrella com Paolo Fresu, o duo ítalo-brasileiro Mirabassi-Guinga, Gino Paoli e Danilo Rea em um programa de música para cinema, Fabrizio Sferra e Renato Sellani.

Haverá dois eventos extraordinários: um concerto dos "Funk Off" para os detentos locais e a primeira aparição fora da África dos Juakali Drummers, grupo de 20 garotos de uma favela de Nairobi que tocam instrumentos de percussão construídos por eles com material reciclado.

O festival inclui ainda mostras - a principal referente aos 70 anos da icônica gravadora Blue Note - e lançamentos de livros de jazz. Da non perdere!

domingo, 5 de julho de 2009

Azeite italiano com pedigree

Desde 1º de julho o azeite extravirgem "Made in Italy" é identificado na União Européia por uma etiqueta na qual consta a procedência das azeitonas utilizadas.

A medida pretende combater contrafações, aumentar a rastreabilidade e garantir a transparência às opções e liberdade de consumo, segundo a Coldiretti, confederação nacional italiana do setor agroalimentar.

Com a entrada em vigor do regulamento comunitário nº 182, de 6 de março, que obriga a indicar a proveniência das azeitonas empregadas para produzir o olio virgem e extravirgem comercializado no bloco, o azeite é reconhecido pela indicação "obtido de azeitonas italianas" - "ottenuto da olive italiane" -, ou "obtido de oliveiras cultivadas na Itália ou 100% de oliveiras italianas".

A etiqueta também pode especificar se há "mistura de azeites comunitários", "não comunitários" - fora da UE -, ou de ambas as procedências.

O segmento movimenta 2 bilhões de Euros ao ano e há 38 registros de denominações italianas de origem protegida - DOP. O país produziu 630 mil toneladas de azeitonas na safra 2008/2009, e ocupa o segundo lugar no ranking europeu após a Espanha.

O ministro das Políticas Agrícolas e Florestais, Luca Zaia, afirmou que a rotulagem é "uma grande vitória para o setor agrícola e agroalimentar, consumidores e produtores".

A etiqueta do "Unaprol" se refere ao consórcio oleícola italiano, que reúne cultivadores de mais de 250 milhões de plantas de 350 variedades, distribuídas em 200 mil hectares no território. Apenas o agriturismo associado ao setor gera em torno de 20 milhões de Euros por ano à Itália.

Visite: http://www.coldiretti.it/ / http://www.unaprol.it/

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Pesquisa: "Melhor o Parmesão que o Coliseu"


Um levantamento da publicação "Vie del Gusto" revela a dificuldade do turista em escolher "o que de melhor há na Itália?"

Para muitos, quando se fala da Bota, sinônimos negativos vêm à tona de imediato, como máfia, desserviços e "enganações", mas, ao chegar ao "Bel Paese" um visitante em três desejaria deixar tudo para trás e lá viver.
No entanto, para surpresa dos anfitriões, o Coliseu e a Torre de Pisa não estão mais no top dos prazeres - uma vez estéticos - proporcionados, batidos agora pelo Parmigiano e pela pasta, para 63% dos entrevistados.

O encanto das papilas gustativas estimulado por produtos Made in Italy são tão caros aos estrangeiros a ponto de tirar do pedestal monumentos símbolo do país, conforme publica hoje o diário La Nazione. O estudo foi feito junto a 1.300 turistas de várias nacionalidades, em férias pela primeira vez em cidades italianas.

Os termos mais utilizados para definir a Itália foram "estupenda" (47%), "incrivelmente hospitaleira" (43%) e "é um dos poucos lugares no mundo onde se sabe aproveitar a vida verdadeiramente" (18%).

Se a arte e os monumentos são conhecidos antes da península, a cozinha se demonstra um dos melhores embaixadores para 36%. Certas marcas não desaparecem, entretanto. A primeira característica citada é, ao lado da luminosidade dos italianos e das obras-primas, a presença endêmica da máfia, para 46%.

Quanto às obras de arte, estão no terceiro e quarto lugares: Coliseu para 58% e a Torre de Pisa, 55%. A pizza tem largos 52% da preferência e a "mozzarella", 48%, que precedem a Basílica de São Pedro (43%), no Vaticano, e a Piazza San Marco (36%), em Veneza. Encerram o "top ten" as ruínas de Pompéia (24%), na Campânia, e o Prosciutto di Parma (18%).