quarta-feira, 24 de setembro de 2008

"Gomorra" selecionado para concorrer ao Oscar


O filme "Gomorra", do cineasta Matteo Garrone, foi escolhido para representar a Itália na disputa do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

A produção traz cinco histórias sobre adolescentes, famílias e empresários envolvidos com a Camorra, máfia napolitana, baseadas no best-seller homônimo de Roberto Saviano, e tem roteiro de Maurizio Braucci.

A indicação foi anunciada hoje pela Anica (Associação Nacional das Indústrias Cinematográficas e Audiovisuais) para levar a Itália à próxima edição do prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, em Hollywood.
O filme tem alcançado enorme sucesso de crítica e público. Foi premiado até agora nos festivais de Cannes e Munique.

Zacchera: menos "recomendados" em Roma


O deputado Marco Zacchera, presidente do Comitê Permanente para os Italianos no Exterior da Câmara dos Deputados, participa hoje como entrevistado do programa Sportello Italia, em transmissão reformulada da RAI International.

Para amanhã, está prevista a participação do Senador Alfredo Mantica, subsecretário de Estado para os Italianos no Exterior.

O deputado Zacchera, que segunda-feira esteve no Ministério das Relações Exteriores para a reunião do Comitê promotor do primeiro Congresso dos Jovens Italianos no Exterior, que acontecerá em Roma em dezembro, manifestou satisfação com os trabalhos realizados até agora: " Me parece que haja boa vontade por parte de todos para tornar o encontro interessante e positivo".

- Será importante não só o envolvimento das regiões, como os métodos de seleção dos delegados dos vários países. Espero que poucos "recomendados" intervenham e, ao contrário, que sejam escolhidos rapazes e moças que efetivamente participam da vida de nossas comunidades no mundo - declarou o parlamentar.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Camorra: Itália envia 500 militares à Campânia

O Conselho dos Ministros aprovou o envio de 500 militares às áreas de emergência da criminalidade organizada na Itália. A decisão do governo, anunciada hoje pelo Ministro do Interior, Roberto Maroni, ao final de uma reunião no Palazzo Chigi - sede do governo - foi tomada após a chacina de sete pessoas em Castelvolturno (província de Caserta), semana passada.

Os 500 militares terão como alvo a Camorra - máfia napolitana - na região da Campânia, por três meses, segundo o Ministro da Defesa, Ignazio La Russa.

Os sete homens assassinados - um italiano e seis imigrantes africanos de Gana, Libéria e Togo - estariam envolvidos com tráfico de drogas.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Força-tarefa para agilizar cidadanias

A reportagem publicada no sábado (20.9) na Folha de São Paulo a respeito da interminável fila para obter a cidadania italiana no Consulado Geral da Itália em São Paulo, informando que 380 mil pessoas estão à espera do reconhecimento, suscita a vigilância dos interessados para que os compromissos anunciados pela instituição sejam cumpridos. Como, por exemplo, de que o processo seja concluído "em semanas" diante da apresentação de todos os documentos requeridos, completos e traduzidos "em inteiro teor", conforme solicita o Consulado no site http://www.conssanpaolo.esteri.it/

De acordo com o deputado italiano eleito no exterior pela circunscrição da América do Sul, Fabio Porta, "nas próximas semanas estará em operação a força-tarefa que contará com um contigente de ao menos 30 pessoas" que vão trabalhar para agilizar os processos.

Com relação aos anos de espera de grande parte dos potenciais ítalo-brasileiros, declara Porta, "é difícil fazer previsões; o Vice-chanceler Alfredo Mantica nos assegurou quanto à efetiva utilização do pessoal da task-force para a solução em breve período do enorme atraso".

Em reunião no Consulado entre o Comites de São Paulo, representantes de patronatos, o conselheiro do CGIE, Antonio Laspro e o parlamentar, semana passada, o Cônsul Marco Marsilli confirmou a seleção de nove contratados locais, que vão se unir a quatro funcionários vindos da Itália e a 20 digitadores. A missão deles é dar andamento à documentação parada.

Cinco italianos seqüestrados no Egito

Cinco cidadãos italianos - três mulheres e dois homens da província de Turim -, cinco alemães, um romeno e quatro egípcios foram seqüestrados no Egito em uma zona desértica na fronteira com o Sudão. A notícia foi confirmada pelo Ministério do Turismo do país, no Cairo, que desmentiu a presença de dois israelenses e revelou que a ação não teria motivação política, mas uma tentativa de obter resgate.

O seqüestro teria sido cometido por um grupo de criminosos. Os turistas foram raptados na última sexta-feira, mas a informação só foi divulgada hoje, segundo o Corriere della Sera.

Um canal estatal da tv egípcia afirmou que os seqüestradores - quatro homens mascarados - exigiram um valor impreciso e que negociações estão em curso para a libertação dos turistas estrangeiros, que já teriam sido levados ao Sudão. Segundo a agência ANSA, o valor do resgate seria de 15 milhões de dólares.

O governo do Egito não revelou o local exato do crime, possivelmente uma região turística a oeste de Assuan.