A pedido do Presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo pretende levar cerca de 80 empresários à Itália entre os dias 10 e 12 de novembro, quando ele visitará oficialmente o país.
Desde 2006 Brasil e Itália estão em uma nova etapa da relação bilateral. A Fiesp e a Confederação das Indústrias Italianas - Confindustria - se uniram e colocaram frente a frente centenas de empresas.
Houve no biênio encontros produtivos, entre rodadas de negócios, missões empresariais e fóruns, que contaram com a participação de 1,2 mil empresas brasileiras e italianas. Foram identificados segmentos com grande potencial de intercâmbio, como infra-estrutura, agroindústria, bioenergia e design.
Na missão empresarial da próxima semana, o destaque será para os setores de agronegócio, construção civil, energia, franchising e têxtil. A Fiesp vai promover seminários temáticos com ênfase nas oportunidades conjuntas, além de visitas técnicas.
Na Itália, as pequenas e médias empregam mais de 80% da mão-de-obra. No Brasil contratam quase 70% dos trabalhadores, mas enfrentam condições áridas, pois 70% fecham antes de completar cinco anos.
De acordo com o Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior, o fluxo comercial entre Brasil e Itália movimentou US$ 7,8 bilhões em 2007. No primeiro semestre de 2008, atingiu US$ 4,7 bilhões, valor 27,7% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
A Itália é o 13º investidor estrangeiro no Brasil. São economias complementares, cuja estreita cooperação é reforçada por ações direcionadas de ambos os governos e facilitada pela forte presença da comunidade e da cultura italiana no Brasil.
Há quase 300 empresas italianas com presença direta no País. Quantidade que foi triplicada em menos de dez anos, quando somavam pouco mais de 100. (Fiesp)
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