O presidente
Luiz Inácio Lula da Silva será recebido pela
Papa Bento 16 no
Vaticano na próxima semana durante a viagem à Itália. Segundo o
porta-voz da Presidência,
Marcelo Baumbach, Lula terá um encontro reservado com o sumo pontífice no dia 13 de novembro, quinta-feira, antes de seguir para
Washington (EUA), onde participa da cúpula econômica do
G-20 (que reúne as maiores economias do mundo).
Na
reunião reservada com o Papa, Lula deve assinar um
tratado com o
Vaticano sobre a atuação da Igreja Católica no Brasil - que reúne o
maior número de católicos do mundo. O porta-voz disse que, apesar do encontro ser "rápido", Lula vai discutir com o papa assuntos comuns aos dois países - como o combate à fome e a solidariedade mundial.
De acordo com Baumbach, o Brasil e o Vaticano negociam há alguns anos a redação de um
documento sobre a relação entre os dois países. O porta-voz disse, porém, que o acordo com a Igreja Católica não prejudica a liberdade religiosa prevista pela Constituição brasileira.
"O importante é que o acordo preserve o preceito constitucional de liberdade religiosa. Não será discutido credo, mas os
direitos e deveres da entidade religiosa", afirmou. O porta-voz disse que o Brasil vai "dar um tratamento equânime a todos os credos, mas respeitando o papel que a Santa Sé tem como sujeito internacional".
Em maio deste ano, Bento 16 esteve no Brasil e se encontrou com Lula e a primeira-dama Marisa Letícia, em São Paulo.
Na Itália, Lula também vai encontrar-se com o
primeiro-ministro Silvio Berlusconi e autoridades do país - como o
prefeito de
Roma,
Gianni Alemanno. Segundo o porta-voz, Lula também vai se reunir com
empresários italianos para discutir o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
De
Roma, Lula segue para
Washington, onde vai acompanhar a reunião do
G-20 que vai discutir a crise econômica internacional. (GABRIELA GUERREIRO da Folha Online, em Brasília)